EBD

O Ensino Bíblico Gravuras

CURSO BÍBLICO: FUNDAMENTOS DA FÉ CRISTÃ

Prof. Eliseu Pereira (eliseugp@yahoo.com.br)

LIÇÃO 19 – DOUTRINA DA REGENERAÇÃO (2ª parte)

 

Texto bíblico: “... se alguém está em Cristo é nova criatura” (2 Co 5.17)

 

[1]          Definição de conceitos:

a.carne x espírito (Rm 8): duas fontes: “O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu” (1 Co 15:47).

Carne

Espírito

Os que inclinam para a carne cogitam das coisas carnais (v 5)

Os que inclinam para o Espírito cogitam das coisas espirituais (v 5)

O pendor da carne leva à morte (v 6)

O pendor do Espírito leva à vida e à paz (v 6)

Inimizade contra Deus (v 7)

Os fiéis estão no Espírito (v 9)

Não sujeito à lei de Deus (v 7)

Hhh

Não agrada a Deus (v 8)

Hhh

Não pertence a Cristo (v 9)

Cristo habita nos fiéis (v 10)

Corpo morto por causa do pecado (v 10)

O espírito é vida por causa da justiça (v 10)

 

O Espírito de Deus ressuscitará o corpo daqueles em que ele habita (v 11)

Aqueles que vivem segundo a carne caminham para a morte (v 12)

Aqueles que, pelo Espírito, matam os feitos da carne, caminham para a vida (v 12)

 

Os filhos são guiados pelo Espírito (v 13)

Aqueles que andam segundo a carne são escravos, atemorizados (v 14)

Os filhos andam segundo o Espírito e gozam intimidade com Deus (v 14-16)

 

Os filhos de Deus são seus herdeiros, e serão glorificados com Cristo (v 17)

b. Elementos envolvidos:

               i.Carne (gr. sarx): mera natureza humana, terrena, sem a influência de Deus e, portanto, propensa ao pecado e oposta a Deus;

             ii.Espírito (gr. pneuma): princípio vital do corpo humano, imaterial em contraste com o corpo material; a faculdade de manter comunhão com Deus; Jesus disse que “o espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que vos tenho dito são espírito e vida” (Jo 6.63 c/c Mt 4.4);

c.  Leis vigentes:

               i.Lei do pecado e da morte: sem lei não há pecado (Rm 4.13; 5.13, 20); a lei externa produz conhecimento do pecado e condena à morte;

             ii.Lei do Espírito da vida: por meio de Cristo, Deus perdoa o pecador arrependido e o Espírito Santo pode gerar vida e libertar da morte;

           iii.Comparação: imagine que a lei do pecado é a lei da gravidade e que a lei do Espírito é a lei da aerodinâmica. Pela lei da gravidade, todo homem está preso ao chão. Mas se este homem entra em um avião, pela lei da aerodinâmica, ele vence a lei da gravidade. O homem é o mesmo; se ele sair do avião, cairá como qualquer corpo. Mas enquanto está no avião (em Cristo), uma lei anula a outra.

 

[2]          O que é morte espiritual:

a. Perdição: sem Cristo, separados da comunidade, estranhos às alianças da promessa, sem esperança, sem Deus no mundo (Ef 2.11-13).

b. Alienação de Deus: o pecado é contrário à lei moral do universo e causa separação de Deus (Is 59.2); 

c. Alienação de si mesmo: fonte de conflitos psicológicos; o homem decaído busca esperança e significado em si mesmo, mas não é capaz de dar sentido nem de satisfazer a si mesmo; pela razão, não é possível alcançar sentido satisfatório;

d. Alienação do próximo:  fonte de conflitos sociológicos; o homem não é capaz de estabelecer relacionamento real com seu semelhante; os relacionamentos são regidos pelo medo e pela necessidade de preservação.

e. Alienação da natureza: “a criação geme e aguarda a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8.19,22);

 

[3]          O que é vida espiritual:

a. Comunhão:  aproximados, unidade, novidade, paz, reconciliação com Deus, concidadãos dos santos, família de Deus, habitação de Deus (Ef 2.13-22).

b. Comunhão com Deus: temos paz com Deus (Rm 5.1); amor a Deus como o primeiro e mais importante mandamento: “Amarás o Senhor Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27; Mt 12.37; Mc 12.30); intimidade com Deus (Sl 25.14).

c. Comunhão consigo mesmo: amor; pertencimento; segurança; sentido; “nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou, e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10)

d. Comunhão com o próximo: em Cristo somos livres para amar e ter conexão com outros; “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27b; Mt 22.38; Mc 12.31);

e. “Cura substancial” (F. Schaeffer): o mundo não espera perfeição dos cristãos (no sentido de ausência de erros), mas realidade e coerência que se pode ver como prática na vida individual e coletiva.

 

[4]          Dinâmica da regeneração

              i. Cruz pessoal: a vida de Cristo se manifesta à medida em que nos identificamos com sua morte — “Trazendo sempre ... a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos” (2 Co 4.10,11); “estou crucificado com Cristo” (Gl 2.20); glória da cruz (6.14; Cl 3.3,4);

             ii.Cruz diária: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9.23; Mt 10.38; 16.24; Mc 8.34; 10.21; Lc 14.27).

 

[5]          Evidências da regeneração:

a. Frutos: "toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz maus frutos" (Mt 7:17); “fonte de água salgada não pode dar água doce” (Tg 3.8-12).

b. Vitória sobre o pecado: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (1Jo 3.9); ou o que é “nascido de Deus não vive em pecado” (5.18)

c. Fé: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1Jo 5.1).

d. Vitória sobre o mundo: “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo” (1 Jo 5.4).

e. Santidade: “Todo aquele que pratica a justiça é nascido dele” (1 Jo 2.29); tem prazer em viver de acordo com a vontade de Deus, praticar aquilo que O agrada e evitar aquilo que Ele odeia. “Pela graça de Deus, sou o que sou”.

f.  Amor: “Sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (1 Jo 3.14).

g. Temor a Deus: “O que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo” (1 Jo 5.18).

h. Mudança de mente: tem a mente de Cristo (1 Co 2), renova a mente (Rm 12.2)

i.  Boas obras:  evita o mal e pratica misericórdia (Tg 1.27).

 

[6]          Para orar e refletir:

a. Refletir: Pense em tudo que você mais deseja, tudo que o faz sofrer, tudo que espera de Deus, tudo que provoca preocupação e divide a sua atenção, inclusive coisas boas, sejam coisas materiais ou espirituais.

b. Oração: Faça disto um pacote, deposite aos pés de Cristo e declare ao ele que em relação a tudo isto, você o prefere, que nenhuma de suas bênçãos pode ser comparada ao que Ele mesmo é. Prefira o Senhor.